Escritor: Afonso Celso Brandão de Sá.
Editora: Chiado .
N° de páginas: 198.
Ano: 2015.
Resenhista: Luan Victor.
Nota: 
 

Sinopse: 
Nem sempre o homem é o senhor de suas decisões. Há certas circunstâncias em que o sentimento supera a razão e para todo o sempre há uma voz superior. O homem é o senhor do seu destino, mas ele deve responsabilidades a um ser superior.  Um vírus mortal ataca a humanidade e coloca-a em risco de extinção. Um homem, designado por uma força superior para salvá-la descobre, afinal, a razão da existência dessa ameaça e porque fora escolhido para tal missão. No entanto, um preço muito alto terá que ser pago para conseguir esse objetivo. Mesmo sem querer, ele tem uma missão que terá que cumprir a qualquer custo, independente de sua vontade.  Descubra os desígnios da humanidade, porque estamos aqui e se merecemos estar aqui.

Resenha: 
A obra apresenta um ambiente nada novo para a ficção científica: Um vírus que ataca a humanidade. Entretanto, o autor trabalha muito bem esse assunto.
  A história é narrada em uma conversação entre 3 amigos. Na narração, Luís Radiani é o foco principal. Homem bem sucedido, talentoso, que consegue tudo o que deseja na vida ao lado de Sônia, sua companheira, médica na área de infectologia, e seus dois filhos. É nesse contexto que o vírus ataca.
  A ciência jamais vira algo que se disseminasse tão rapidamente e fosse tão letal para os seres humanos quanto esse. Logo, os hospitais estariam lotados, todos os doentes infectados por essa nova doença desconhecida. Várias baixas e nenhum avanço no desenvolvimento de vacinas ou remédios que pudessem controlar esse terrível mal. Com o tempo, os infectados foram juntando-se em grupos de guerrilheiros e tentaram "fazer justiça" contra os não infectados. É nesse meio caótico e devastador em que Luis Radiani e sua família têm que conviver.
  Sem dúvidas, o autor foi claro em expressar sua critica à devastação que o ser humano causa à natureza. A escolha das palavras foi extremamente bem feita, de forma que não seja uma leitura pesada para quem está começando a ler agora, uma boa alternativa para quem quer iniciar na literatura nacional. As personagens também são bem desenvolvidas, apesar de seguir aquele velho clichê de família burguesa bem sucedida que todos gostamos.
  É, intrinsecamente, uma obra como os romances urbanos de José de Alencar, escritor de transição entre o Romantismo e o Realismo, o que pode ser percebido na maneira como o autor de A Outra Chance explica os fatos. Em suma, é um bom livro para se ler em um final de semana, por ser curto, e para pensar um pouco acerca das atitudes tomadas.

Outras obras do autor:
O limpador de quintais. / Kanshir


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